Ok, galera, continuarei de onde parei semana passada, pq seguinte.. se foram minhas provas, e eu nem quero saber agora, descansar uns dias... enfim... espero estar tudo numa nice xD
Bom, no nosso ultimo encontro eu ia chegar ao ponto que eu ia chegar, em se chegando [O.o meio dã, nao? xD], mas antes, um adendo, que eu esqueci de comentar...
Desconsiderando o que a psicologia explica [pq eh certo que a essa altura alguem ja deve ter pensado naqueles negocio de "intervençao do meio", "ligaçoes familiares" e outros fatores que realmente explicam o comportamento de uma pessoa, ou seus gostos e etc, e onde isso se encaixa na sociedade...] pq tenho que deixar claro que NAO EH ESSE O PONTO que eu quero alcançar... o que eu quero demonstrar nao tem nada a ver com isso, mas eu preciso de exemplos pra explicar... e acredito que agora indo direto ao ponto eu possa ser mais direto e sucinto...
Seguinte:
1 - Não existe música ruím;
2 - A mídia deixa as pessoas acefalas e bitoladas; e por fim
3 - Qualquer um pode gostar de qualquer tipo de musica, por mais que negue...
...
Calma gente não virei um revoltado, vou explicar agora XDDD
Primeiro, vamos analisar as pessoas que eu citei... vou usar por hora a primeira... as demais vão entrar depois, e vcs vão entender melhor o porque ao longo do bagalho todo...
Bom, a primeira tinha índices de gosto/desgosto la pelos 70% - 30%... ok, vamos pensar o seguinte: dos 30% que sobram do que ela não gosta, grande parte se deve ao fato de que o que ela ouviu por ai, ou viu, ou seja qual foi o contato que teve; ou não foi bom, ou foi extremamente forçado. Digamos que ela não goste de rock. Provavelmente ela nao goste pq o que chegou até ela não agradou, ou foi simplesmente "jogado" pra ela. Ai entra a mídia. A gente usualmente escuta o que eles querem. Eu digo usualmente porque não da pra dizer que a culpa seja da midia somente, mas eh óbvio que parte se deve a isso. A outra parte vai da seleção pessoal tambem. Entretanto, essa seleção só pode ser feita sobre o que a pessoa conhece. Imagine ir numa pastelaria e pedir um pastel de presunto, ou queijo, ou carne, sendo que só tem essas opções no cardapio. A pessoa nunca vai saber que existe pastel de chocolate, pastel de camarão, pastel de sucrilhos com maracujá, seja o que for... sem que a informaçao chegue até ela, ou entao ela pergunte, ou procure se informar, concordam?
Esse é o meu primeiro ponto. Com um conhecimento limitado ao que a gente "tem no cardápio", não da pra saber sequer que existe pastel de sucrilhos com maracujá, que dirá dizer se é bom ou não [O.o"]. As pessoas podem ter uma noção trocando idéias entre si, mas só vão saber se experimentarem, entao vão ter a propria e absoluta opinião PESSOAL. Alguem ai sabe a dor de quebrar um osso? Eu sei, por experiencia própria... talvez haja mais gente ai que saiba, mas quem nunca passou por isso provavelmente tem apenas a ideia de como seja, e não a confirmação pessoal. Todo mundo sabe que dói, mas uma coisa é usar a palavra dor, e outra eh vivenciar [e acreditem, dói mesmo >.< ]. O mesmo vale aqui... Não da pra qualificar uma música ou um gênero como ruím sem conhecer alguma coisa... pelo menos uma porcentagem... 4 ou 5 musicas de rock nem formam uma porcentagem muito significativa dentro do universo gigante que eh o gênero musical... e isso vale pros demais... Por mais incrível que pareça, o pastel de sucrilhos com maracujá me leva ao segundo ponto... [O.o"²]... a mídia. Por mais que digamos que estamos na era da informação e tecnologia, a midia "casual", como rádio e televisao, ainda são os maiores veículos da população em geral. As pessoas tiram deles pra si grande parte da opiniao geral. Ora, sabemos muito bem que por exemplo no rádio existem determinadas estações, digamos, "especializadas" em determinados generos. Ou seja, tem radios jovens, radios antigas, radios gauderias [UIALAAAAAA!] radios rockeiras [we will rock U, bitch!], radios baianas [ae, ae , ae, ôÔôÔô...] e até radios mais exóticas ["eu preciso de ajuda, Pastor, eu nao sei mais o que fazer..."]... Ou seja, até temos opções, embora limitadas. AI QUE ESTÁ. As radios de Rock vão ficar em cima de NX Zero, as gáuderias vão ficar no Renato Borghetti, as Baianas na Banda Eva, e por ai vai... Mas isso NÃO CHEGA A 10% dentro dos pequenos universos musicais desses estilos. A Bahia é muito mais que banda Eva, e o NX Zero não é a "ultimate rockstar band EVER!" também... no entanto, é o que as pessoas tem acesso comum... o pastel de queijo, carne ou presunto... Mídia nao quer dizer exatamente informaçao, ou pelo menos aqui, mais de 10% da informaçao...
O que por fim me leva ao terceiro e derradeiro ponto. Aqui eu PROVO [pelo menos matematicamente, e eventualmente por lógica teórica] que o que eu "postulei" se comprova XD
Ora, se voces pararem pra juntar umas pecinhas, vai ficar mais ou menos assim... "O que a gente gosta" + "a gente conhece" = "A gente gosta do que conhece". Sendo assim, nossos gostos em geral obedecem essa função; precisamos agora da "função inversa", que eu diria ser mais ou menos assim... "A gente não conhece" + "A gente não gosta" = "A gente não gosta do que não conhece"
...Existe algo de muito estranho nessa afirmação, não acham? Não parece que o argumento ta meio... sem nexo... ou pelo menos sem motivo?
Em termos...
A parte de nao conhecer eu concordo pelo seguinte: o conhecimento que se obtém por meios normais eh muito pequeno. 10% geralmente não eh nada perto do total. Alguns vao me dizer que a porcentagem eh uma operaçao que depende da quantia, mas o universo dentro dos generos musicais eh bastante amplo, de forma que sao numeros muito grandes pra se aplicar porcentagem por cima, e quanto maior o montante, menos tende a parece que 10% eh muito, entao descartei essa possibilidade [10% de 10 musicas pode parecer muito, frente ao total; mas 10% de 1000 eh praticamente quase nada frente ao que resta... a porcentagem se mantem, embora os numeros não...]. A outra parte continua estranha, pois não se pode opinar algo sem saber do que se trata ou sem ter com o que comparar...
Resumindo, uma pessoa nao pode julgar que nao gosta de rock ou musica baiana porque conhece meia duzia de musicas. A pessoa tem seus gostos, lógico, mas se mesmo dentro de suas próprias preferencias [por exemplo, rock] tem uns 5 ou 10% que a pessoa nao gosta, entao a regra inversa tambem se aplica: dentro dos 90% que a pessoa desconhece DEVE haver alguma coisa que possa agradar a pessoa [90% de 1000 eh uma renca de coisa...]
Vamos pegar agora os demais individuos... o eclético, com seus 90% ou 95%, deve ter algo dentro do que ele prefere que nao agrade, e nos 5% ou 10% que sobram, algo que eventualmente possa agradar, e que ele possa agregar na sua gama anterior... [percebe-se aqui, lógico, uma situaçao extrema, onde se torna mais dificil da pessoa achar algo que desgoste dentro do que ela desgosta do que achar coisas que goste dentro do que ela ja gosta... leia isso umas 2 ou 3 vzs se nao entender, e vai perceber que apesar de estranho, eh bem assim XD]
Depois, vem o fanático, com 30% - 70%... esse eh o extremo oposto do ecletico, pois tendo uma gama maior de coisas que nao gosta, se torna mais facil achar alguma coisa que possa agradar, ja que seu universo "esta expandindo" [ou seja, este acha coisas que gosta dentro do que desgosta mais facil do que coisas que desgosta dentro do que ja gosta... o extremo oposto total... com isso, da pra entender o caso do ecletico mais facil, pois "as bordas" sao eles proprios...]
Por fim... Peguemos o suposto "Neutrino", o ultimo caso... apesar de suas margens de gostos e desgostos, da pra usar ele como uma media geral, a titulo de chegar aonde eu quero...
Dentre o que ele gosta e desgosta, existem margens significativas de coisas que ele nao conhece e portanto nao tem como julgar. Entao tem 2 lados: de 100% que ele gosta, pode-se supor que pelo menos 10% nao sigam regras de gosto pessoal; do outro lado, que ele nao gosta, de 100% ha de existir uns 10% que ele simplesmente nao conhece e nao pode dizer que nao gosta.
Obvio, estou chutando valores médios bem baixos, baseado numa analise neutra bem mediana... Mas eh justamente ai que minha teoria se embasa. Sendo assim, da pra afirmar que deve haver musicas boas em meio ao que a gente pensa que nao gosta, por menos que sejam. E coisas que a gente julga que poderia gostar, sem conhecer, e vice versa.
Ai eu pergunto pra voces: do que a gente juntou até agora, o que da pra perceber?
Pra mim, a conclusão foi essa:
1 - Não existe música ruím;
2 - A mídia deixa as pessoas acefalas e bitoladas; e por fim
3 - Qualquer um pode gostar de qualquer tipo de musica, por mais que negue...
...Bom, espero ter conseguido demonstrar tudo que pensei. Estou aberto a discussoes e trocas de opiniao.
Aos que leram até aqui, muito obrigado pela paciencia, e espero que as pessoas venham falar comigo sobre isso e muitas coisas mais. Pensar eh o primeiro passo na caminhada . Sempre o primeiro passo. E todo mundo sabe que caminhar em grupo eh mais divertido....
Att.
Marcus Mello
Dica do dia: depois de tudo isso, com certeza um pastel de sucrilhos com maracujá cai bem... XDDD huahuahuahuauha
abraços a todos o/ ateh a proxima...
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