olá gente... tempos rápidos hoje em dia... parece que semana passada foi ano novo, e daqui a uns 5 minutos vai ser final de semestre, quer ver soh? ...
hoje eu nao tenho nada especifico pra comentar... então vou botar uma historinha que me veio esses dias, depois foi embora, depois voltou de novo, ai eu trabalhei ela um pouco, ai ela saiu pra tomar um café, voltou uns 3 dias depois e ai a gente conversou longamente debaixo de uma palmeira [que eu plantei enquanto ela foi tomar café... XD]
... E o resultado ta ai...
E não sei bem porque, talvez o momento tenha sido apropriado, nao sei explicar de onde eu tiro isso... não sei dominar algumas partes da minha cabeça, e talvez seja até bom que eu nem tente me preocupar com isso... afinal, gostei de pensar nela...
É tipo... nao sei dizer por que... eh mais uma daquelas que vem, por sorte ou acaso... enfim, espero que gostem, como eu gostei, e que tirem algo positivo, talvez... acho que a meta eh essa...
Antes apenas: Eu deixarei sugerida a cada post uma música-acompanhamento que pode ou não ser ouvida junto... seguem com os nomes pra encontro rápido no Youtube...
bom...eh mais ou menos assim...
Dica de acompanhamento: "Iris - The Goo Goo Dolls "
...Ninguem sabe de verdade algumas coisas...
Como algo pode ser tão maravilhoso, tão magnífico...
...Que nem dá pra se imaginar...
Poucas pessoas entendem que de vez em quando eh melhor não entender nada. A maioria das pessoas passa muito tempo tentando entender. Não que as coisas nao possam ser decifradas, mas em algumas ocasiões a curiosidade nem sempre leva a uma resposta. De fato, de vez em quando é bom simplesmente pensar que as coisas são assim, e pronto... Certas vezes só se vê através de verdadeira identidade das coisas se se olhar dessa forma...
Para as pessoas que passavam por aquela praça quase todos os dias, com seus afazeres e atividades, era usual não reparar em nada. As pessoas estão sempre circulando pra la e pra ca, sempre ocupadas demais. Uma pessoa a mais ou a menos geralmente passa desapercebida, tão desapercebida que praticamente não fazia diferença aquele homem sentado no chão, perto do chafariz da praça; afinal, as coisas são assim, e pronto.
E o homem passou muito tempo naquela praça, sempre sentado no seu canto... eventualmente recebia esmolas ou algo de comer... pelo menos o tempo em que esteve mais apresentável... Passadas algumas semanas, era tido como um morador de rua, maltrapilho e sujo...
...Lógico que aqui é força de expressão, por que na realidade pra maioria esmagadora das pessoas, não fazia diferença nenhuma se ele estava por la ou não. Não fazia diferença sequer reparar nisso...
Quando podia, comprava comida para si; quando não, era forçado a procurar e dividir com os cães e gatos de rua o que houvesse jogado por ai, nas lixeiras de prédios ou lancherias... Mas sempre voltava ao mesmo ponto da praça, e lá se mantinha sentado, enquanto o mundo da cidade corria ao seu redor, sempre atarefado, sempre com pressa... o mundo eh assim mesmo...
E muitos dias se passaram, se passaram as semanas, e passaram muitas pessoas... E esse homem permaneceu...
Veio o sol escaldante, vieram chuvas massivas, vieram as noites, e vieram muitos sonos, em seu gélido abraço... E o homem permanecia...
E quase ninguem percebia, mesmo passando dias, por quanto tempo fosse e viesse, e somente a praça não se movia... onde um homem permanecia...
Até um dia... que até hoje não sei dizer bem porque... talvez as coisas tivessem que ser assim...
"...Eu estava lá..."
E uma pequena excursão escolar estava passando por aquela praça... A professora explicava aos alunos um pouco de sua história e sobre a estátua da fonte principal... Naquela tarde de quarta-feira, a turma anotava detalhes do que a professora dizia... Uma das meninas em dado instante teve que virar a página, e ao manipular o caderno derrubou uma folha solta de algum lugar dele, que aos poucos foi levada pelo vento para junto do canto onde o homem da praça se encontrava, e la se prendeu junto à sua perna.
Isso tirou o homem de seus pensamentos, que pegou o papel, e viu que nele havia um desenho. A menina, ao perceber que algo faltava, olhou em volta e saiu procurando, onde ela poderia estar... mas, ao ver um homem, sujo e maltrapilho com seu desenho, deteve-se por um instante. Percebeu então que o homem olhava pra ela, e teve receio de chegar mais perto. O homem fez menção de se levantar, e a menina recuou por uns instantes. O homem percebeu o movimento, e voltou a se sentar e segurar o desenho com cuidado nas mãos, quem sabe para diminuir o medo da menina... Mas ela não se aproximou mais... Ficaram assim por algum tempo, tempo aqui que não saberia dizer o quanto foi... ambos se olhando... Mas no fim ela acabou por desistir de sua folha, virou as costas, voltou para sua turma e seguiu adiante o passeio... E o homem manteve seu olhar pra ela, até nao conseguir mais vê-la ao longe... Com seu desenho nas mãos...
Passou-se o tempo, sem que o homem percebe-se... 2 Anos , pra ser mais preciso... E a menina cresceu e esqueceu-se do ocorrido...
E certa vez, passeando com amigos la estava ela, passando pela mesma praça, de onde o homem ainda parecia nunca ter saído... Mas como geralmente acontecia, ninguém reparava em certas coisas, as que são assim mesmo. Tanto isso é verdade que ela sequer entendeu quando alguem lhe tocou o ombro naquele instante...
-Fim da primeira parte-
o/
hoje eu nao tenho nada especifico pra comentar... então vou botar uma historinha que me veio esses dias, depois foi embora, depois voltou de novo, ai eu trabalhei ela um pouco, ai ela saiu pra tomar um café, voltou uns 3 dias depois e ai a gente conversou longamente debaixo de uma palmeira [que eu plantei enquanto ela foi tomar café... XD]
... E o resultado ta ai...
E não sei bem porque, talvez o momento tenha sido apropriado, nao sei explicar de onde eu tiro isso... não sei dominar algumas partes da minha cabeça, e talvez seja até bom que eu nem tente me preocupar com isso... afinal, gostei de pensar nela...
É tipo... nao sei dizer por que... eh mais uma daquelas que vem, por sorte ou acaso... enfim, espero que gostem, como eu gostei, e que tirem algo positivo, talvez... acho que a meta eh essa...
Antes apenas: Eu deixarei sugerida a cada post uma música-acompanhamento que pode ou não ser ouvida junto... seguem com os nomes pra encontro rápido no Youtube...
bom...eh mais ou menos assim...
Dica de acompanhamento: "Iris - The Goo Goo Dolls "
...Ninguem sabe de verdade algumas coisas...
Como algo pode ser tão maravilhoso, tão magnífico...
...Que nem dá pra se imaginar...
Poucas pessoas entendem que de vez em quando eh melhor não entender nada. A maioria das pessoas passa muito tempo tentando entender. Não que as coisas nao possam ser decifradas, mas em algumas ocasiões a curiosidade nem sempre leva a uma resposta. De fato, de vez em quando é bom simplesmente pensar que as coisas são assim, e pronto... Certas vezes só se vê através de verdadeira identidade das coisas se se olhar dessa forma...
Para as pessoas que passavam por aquela praça quase todos os dias, com seus afazeres e atividades, era usual não reparar em nada. As pessoas estão sempre circulando pra la e pra ca, sempre ocupadas demais. Uma pessoa a mais ou a menos geralmente passa desapercebida, tão desapercebida que praticamente não fazia diferença aquele homem sentado no chão, perto do chafariz da praça; afinal, as coisas são assim, e pronto.
E o homem passou muito tempo naquela praça, sempre sentado no seu canto... eventualmente recebia esmolas ou algo de comer... pelo menos o tempo em que esteve mais apresentável... Passadas algumas semanas, era tido como um morador de rua, maltrapilho e sujo...
...Lógico que aqui é força de expressão, por que na realidade pra maioria esmagadora das pessoas, não fazia diferença nenhuma se ele estava por la ou não. Não fazia diferença sequer reparar nisso...
Quando podia, comprava comida para si; quando não, era forçado a procurar e dividir com os cães e gatos de rua o que houvesse jogado por ai, nas lixeiras de prédios ou lancherias... Mas sempre voltava ao mesmo ponto da praça, e lá se mantinha sentado, enquanto o mundo da cidade corria ao seu redor, sempre atarefado, sempre com pressa... o mundo eh assim mesmo...
E muitos dias se passaram, se passaram as semanas, e passaram muitas pessoas... E esse homem permaneceu...
Veio o sol escaldante, vieram chuvas massivas, vieram as noites, e vieram muitos sonos, em seu gélido abraço... E o homem permanecia...
E quase ninguem percebia, mesmo passando dias, por quanto tempo fosse e viesse, e somente a praça não se movia... onde um homem permanecia...
Até um dia... que até hoje não sei dizer bem porque... talvez as coisas tivessem que ser assim...
"...Eu estava lá..."
E uma pequena excursão escolar estava passando por aquela praça... A professora explicava aos alunos um pouco de sua história e sobre a estátua da fonte principal... Naquela tarde de quarta-feira, a turma anotava detalhes do que a professora dizia... Uma das meninas em dado instante teve que virar a página, e ao manipular o caderno derrubou uma folha solta de algum lugar dele, que aos poucos foi levada pelo vento para junto do canto onde o homem da praça se encontrava, e la se prendeu junto à sua perna.
Isso tirou o homem de seus pensamentos, que pegou o papel, e viu que nele havia um desenho. A menina, ao perceber que algo faltava, olhou em volta e saiu procurando, onde ela poderia estar... mas, ao ver um homem, sujo e maltrapilho com seu desenho, deteve-se por um instante. Percebeu então que o homem olhava pra ela, e teve receio de chegar mais perto. O homem fez menção de se levantar, e a menina recuou por uns instantes. O homem percebeu o movimento, e voltou a se sentar e segurar o desenho com cuidado nas mãos, quem sabe para diminuir o medo da menina... Mas ela não se aproximou mais... Ficaram assim por algum tempo, tempo aqui que não saberia dizer o quanto foi... ambos se olhando... Mas no fim ela acabou por desistir de sua folha, virou as costas, voltou para sua turma e seguiu adiante o passeio... E o homem manteve seu olhar pra ela, até nao conseguir mais vê-la ao longe... Com seu desenho nas mãos...
Passou-se o tempo, sem que o homem percebe-se... 2 Anos , pra ser mais preciso... E a menina cresceu e esqueceu-se do ocorrido...
E certa vez, passeando com amigos la estava ela, passando pela mesma praça, de onde o homem ainda parecia nunca ter saído... Mas como geralmente acontecia, ninguém reparava em certas coisas, as que são assim mesmo. Tanto isso é verdade que ela sequer entendeu quando alguem lhe tocou o ombro naquele instante...
-Fim da primeira parte-
o/
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