31 de dez. de 2014

Just points of view...

Vejamos um ponto de vista:

Uma vez por ano acontece um fenômeno único nesse planeta. Uma vez por ano ocorre nas pessoas desse planeta uma sensação de "as metas foram atingidas" e isso requer comemorações; e esse sentimento atravessa todas as partes do continentes do globo. Veja, Durante um período conveniente à própria rotação da Terra, há uma linha no lado escuro do globo que é iluminada de norte a sul por detonações e explosões. Qualquer ser que nos observasse de fora do planeta acharia no mínimo curioso tal comportamento dessa espécie. E essa "festa" se recria durante 24 horas, nessa faixa do lado escuro do globo. É o que chamamos de "ano novo", sob uma perspectiva bem interessante à nós e às pessoas que bem queremos...

Uma vez por ano nos reunimos e fazemos uma festa e comemoramos um novo ponto de vista sobre o mundo e sobre o nosso futuro..

Parece legal né?

Agora vamos ver mais um ponto:

Uma vez por ano acontece um fenômeno único nesse planeta. Uma vez por ano as pessoas decidem comprar pequenos artefatos explosivos, em sua grande maioria feitos apenas com pólvora e material barato, e arremessamos ao céu pra que possa explodir.  Ok, por alguma razão se criou/herdou essa cultura de que explosão é uma coisa legal de fazer; e então o fazemos massivamente para nosso pórprio deleite momentâneo. Curioso como uma explosão pode ser quase que adorada... nenhuma outra espécie se sente bem com explosões; de fato, mudanças climáticas da ordem de 5 graus ja fazem certas espécies viajarem centenas de quilômetros para longe disso; e as que não fazem se inquietam justamente por não poder faze-lo. Uma vez por ano nossa pequena invenção aterroriza e atormenta praticamente todas as demais espécies que vivem aqui conosco; cães, gatos, aves, peixes... sem contar as espécies mais exóticas ou ainda as "não domesticáveis". Qualquer ser que nos observasse de fora do planeta questionaria por que explodimos pequenas coisas apenas pra fazer barulho , num planeta tao cheio de outras formas de vida, e tão rico de belezas; apenas para demonstrar que evoluímos ao ponto de criar aparatos realmente barulhentos os quais não temos medo.

Uma vez por ano a gente se lixa pras demais formas de vida, poluindo o ar, o mar e o solo com combinações químicas e rejeitos; massacramos sua audição, seu olfato e o sistema nervoso, apenas pelo pretexto de festejar um ciclo criado por nós. Comemoramos uma invenção das menos importantes da nossa espécie...

....apenas porque parece legal.


E tem gente que reclama de acordar com o barulho da tv, ainda nos dias de hoje...

4 de set. de 2014

Just some useful teachings

Hoje pela manhã eu ouvi um comentário curioso de uma aluna. Fiquei pensando nisso durante uma meia hora. Era algo nas linhas de "... eu sei que sentir ódio não é uma coisa boa, nem pra dizer, mas eu to com ódio de uma criatura..." etc etc e tal.

Me peguei meia hora depois xingando a pessoa, não por ter realmente dito isso, mas por ter achado que era algo ruim. In fact, eu fiz o contrário; eu disse que era algo bom.

Explico meu ponto: hoje em dia é bastante difícil se relacionar, em qualquer nível, com as pessoas porque 2 coisas geralmente acontecem em algum momento: 1 - ou a pessoa não sabe ou nao consegue se expressar direito; o que pensa ou sente; e/ou 2 - mistura tudo o que sente e fica confuso demais quando ela tenta expor isso de uma maneira, digamos, desajeitada.

Ainda assim, eu acho um diferencial interessante numa pessoa perceber que ela "sente" coisas e consegue externar isso; mesmo que seja ódio. Alias, sentimentos negativos são mais dificeis até, porque a pessoa tende a reprimir a si mesma, ou se envergonhar por isto.

Eu digo: que ótimo que você odeia alguma coisa e consegue sintetizar isso! Mostra que você é um ser pensante e que tem opinião própria; você não desgosta de algo meramente porque alguém te disse isso... não, você odeia algo com suas PRÓPRIAS FORÇAS. Você se basta, e o ruim é algo dificil de se bastar. Amar atualmente ta quase como "bom dia"; todo mundo da isso pra alguém todos os dias. Virou cliche. Então se aparece alguém e defende um sentimento como a raiva ou o ódio, saiba então que existe uma humanidade ainda rara nessa pessoa, pois ela consegue julgar, interpretar e exteriorizar, sem fazer misturas e com argumentos, eventualmente, aquilo que está sentindo!

Isso parece ser mais trivial pra mim ainda, pois uma das coisas mais difíceis de se fazer no meu trabalho é interpretar as pessoas. E alguns tipos de alunos chegam a ser um desafio ao entendimento; pois eles simplesmente não interagem. Vivem na internet e nos smartphones, mas não interagem. Não sabem e não querem desenvolver o relacionamento humano. Nada contra a tecnologia, mas o mundo real depende de contato, e quem souber fazer isso sai com vantagens, la fora.

De todo modo, não é a angustia do sentimento em si que me chama a atenção, mas a sua definição; e mais: sua NECESSIDADE. As pessoas precisam sentir coisas e deixar essas coisas fluirem. Por mais que o ódio não seja algo "bonito" de se ter, pelo menos ele te faz sentir alguma coisa. É melhor que ser uma ameba, que enxuga a pouca cultura dos outros, quando o ambiente assim permite...

Achar pessoas que sentem assim no mundo ta difícil. Admiro quem consiga viver nessa imensidão de pessoas com tão pouco a oferecer. Não precisa gostar de tudo. Não gostar de algumas coisas é bom e necessário.

...

E antes que eu me esqueça, vão tudo SE FODEREM e PEGUEM FOGO, seus ANIMAIS DE TETAS!

#partiu_ódio

*brinks... tinha que haver em algum momento né hehehe*

Abs o/ até a próxima, odiosos ^^