23 de mai. de 2009

Just little miracles... [4]

Bom pessoal... as coisas vão começar a esquentar pro meu lado de novo... sempre nessas épocas , maio e novembro, a pressão aumenta na facul.. trabalhos e provas... mas com sorte eu vou sobreviver...


A propósito, a perna ta bem melhor ja xD em breve tiro os pontos...

... e a história continua...

Dica de acompanhamento: "You'll be in my heart - Phil Collins"

...
O som da voz da menina agora ecoava pela praça, e ecoou em seus habitantes. De repente, se fez notar a menina, as lágrimas, o homem, e um papel no chão, emitindo uma fraca luz... e apenas o contorno esfumaçado do desenho que havia nele... Desenho que agora tinha forma no corpo da menina...


"Eu vi tudo acontecer..."


Lá estava o desenho... remodelado, reformulado, relembrado... e real...

A menina agora percebia que vestia exatamente o que estava no desenho... como se não bastasse acreditar que o desenho foi milagrosamente refeito, ainda agora o vestia... Estava ali, no seu corpo, seu novo desenho, sua velha lembrança...

...Aquela lembrança de um desenho que ela havia feito, de uma menina... usando um vestido...

E foi completamente estranho o modo como as pessoas que agora olhavam não entendiam porque uma menina chorava tanto ao correr como se sua vida dependesse disso, e um homem olhava tristemente através de lágrimas pesadas, que teimavam em se acumular em seus olhos, olhos brilhantes e sensíveis demais para se imaginar, enquanto uma menina se afastava correndo ao máximo que suas pernas conseguiam...


...E nesse mesmo instante, começou a chover...


...



...A menina finalmente havia parado, após correr por 3 quadras, e agora tentava recuperar o fôlego... estava numa esquina, no meio da chuva, com milhares de coisas voando na sua cabeça, e milhões de perguntas, sem respostas...


...E a imagem da menina na chuva era a mesma imagem que se via agora, voltando depois de tanto tempo...



"Eu me lembro!"

Imediatamente veio a imagem daquele dia, cerca de 6 anos antes, quando tudo aconteceu...
O modo como aconteceu... E pude sentir a dor e a agonia do homem, quando seu mundo na terra ruiu bem na sua frente... e em meio à chuva, pude entender finalmente o que era a luz no papel... algo que até então não conseguia entender...


...Um homem que caminhava por uma praça, e caminhava de mãos dadas a uma menininha, quando a chuva principiava... e mesmo sob a água se via apenas alegria e felicidade...

...E eu bem me lembro... Que dentre todas as sombras que corriam e se agitavam, procurando fugir, se abrigando, enquanto apenas 2 pontos brilhavam em meio à translucidez que caia... e eu via tudo e acompanhava tudo... e parecia que não poderia haver nada melhor... eles estavama la, preticamente imunes a chuva, ou ao que fosse...

E tão breves eram as belas nuances daqueles breves momentos... Tão sinceros eram as manifestações de suas faces... que porventura, seriam eternos... que nos corações deles, podiam se ver esses sorrisos, claros e imensos...

...E a eternidade agora aguardava...


...


... E não posso explicar o quão doloroso foi ver as mesmas lágrimas que pude ver naqueles olhos agora... foram as mesmas que a chuva dissolvia no mesmo dia, quando sem motivo algum, a menina se negou a voltar a sorrir...

E enquanto a chuva caia, apenas seu pai ali permanecia...

Abraçado a ela, segurando suas pequenas mãos, onde antes havia um bloco com desenhos, a giz e lápis de cor, agora caido no chão em meio a chuva, sendo castigado pela enchurrada, suas cores se esvaindo e se dissolvendo... do mesmo modo que seu pai...

Até então eu não compreendia... Eu sabia da história, mas não poderia jamais entender o porque disso tudo, mesmo estando lá desde então... Somente agora pude entender o que por tantos anos manteve um homem, nessas condições, naquele lugar...


E logo eu estava ao lado da menina, e pude sentir seu desespero, sua agonia... eram praticamente os mesmos que presenciei, anos atrás... e com muita dificuldade pude acalma-las, deixa-las mais leves... O peso das perguntas ainda pousava sobre seus ombros, e eu sabia que cabia a mim faze-la apenas tentar entender... só por um momento...


...E ainda me restava algo a ver...




-Fim da quarta parte-


Por hoje é isso... abraços/beijos... se cuidem...

15 de mai. de 2009

Just little miracles... [3]

Olá, a quem se interessar por leituras extraordinárias... XD huahuahuauha

Gente, ta tenso... tive um acidente de trabalho e tomei 2 pontos na perna >.< ... ... mas a enfermeira disse q eu fui muito macho xD uhahuahuahuahua lol... Tirando isso... tudo tranquilo... me sinto inutil com uma perna que não funciona bem, mas enfim... daqui a umas semanas to novo de novo... e no verão terei uma cicatriz sensual... uhahuahuahua Enfim, vamos pra mais história...

Dica de acompanhamento: "Stranger - Secondhand Serenade"


...Era Outono ainda, em meados de maio, quando ela retornou àquela praça, sozinha e com o desenho... E no meio do mar de pessoas que por lá passavam todos os dias, poucas coisas pareciam não se mover... Algumas árvores, postes, a estátua da fonte... e o homem no seu lugar habitual... Ela se aproximava devagar da fonte... Parou a meia distância no caminho, e ficou analisando a cena... Enquanto todas aquelas pessoas voavam ao seu redor, com um mundo de coisas pra resolver, la estava ela... a fonte, com seus jatos de água... o vento suave nas árvores próximas... e um homem, tão parado quanto a própria estátua, agora parecendo até enriquecer a cena, do ponto de vista dela... sentado no mesmo canto... Quando finalmente o homem a percebeu ali parada foi que ela resolveu se aproximar... devagar e com cuidado, com o desenho entre as mãos, vagarosamente...até estar a 4 passos do homem, o qual vinha olhando fixo pra ela nesses últimos minutos... e lá ficaram, ambos se estudando... Por fim a menina se aproximou dele...
-"Me desculpe, eu não conheço o senhor... Mas parece que eu derrubei este desenho há muito tempo atras, e agora o senhor me devolveu ele... Eu quero saber por que o senhor guardou isso por tanto tempo, se o senhor sequer me conhece , nem sequer teria como saber quem eu era no meio da multidão depois desse tempo todo... e como este desenho se manteve assim desde então... é estranho demais... eu quero uma explicação... por favor eu preciso de respostas..."

O homem ouvia atentamente a menina. Quando ela terminou, ele olhou alguns instantes para o chão, mexeu com os dedos, voltou a olhar pra ela... já nao tinha a mesma expressão de antes, parecia um pouco desnorteado, mas mais alegre que antes. Demonstrava um leve sorriso de novo. Ele então estendeu a mão e apontou para o desenho. A menina receou novamente, mas abriu a folha e lhe mostrou o desenho...

O homem olhou alguns segundos pra folha e depois para a menina. Ela estava ajoelhada a sua frente, e logo ele se colocou na mesma posição, de frente pra ela. Ela estava com medo, não há como negar, mas o homem tocou gentilmente sua mão, e disse:

"Vou trazer o que você quer, e precisa ver... Vou trazer de volta..."

Isso a deixou mais confusa ainda, mas ele sorriu, e por algum motivo o medo dela diminuiu nessa hora. Entao ele dobrou as mãos dela sobre o desenho, e juntou suas palmas fechadas sobre as dela.

"Eu vejo que tu podes acreditar... Eu vejo que tu podes..." dizia ele, num sussurro quase inaudivel...

Se abaixou e beijou suas mãos, as mãos que envolviam um pedaço de papel... e foi estranho como de repente o papel se tornou mais quente e mais volumoso, quase como se pudesse se mexer, como se criasse vida por alguns segundos... e então ele soltou suas mãos...


E por mais estranho que se possa parecer de acreditar, a menina duvidou outra vez... e cada vez mais tinha dúvidas...

De um salto, levantou-se e olhou aquele papel em suas mãos, dobrado ainda, mas que ja não parecia ser o mesmo de antes. O homem, ao ve-la se levantar, se pôs de pé também, tão rapido que ela sequer percebeu seu movimento, enquanto ainda olhava o papel. E qual não foi maior seu susto quando o abriu...


...E viu que o desenho que havia em suas mãos ja não era mais o mesmo! Estava diferente em todos os aspectos! Não era mais um desenho infantil; tinha se tornado um desenho mais arrojado, mais bem trabalhado e incrivelmente detalhado...

E as palavras nesse momento simplesmente se perderam na boca da menina, e não queriam sair de jeito nenhum. Era increditável de se pensar e muito dificil de se tentar aceitar que algo absurdamente impossível tinha acontecido ali, bem na sua frente, como que num passe de mágica! E não havia como decifrar, por mais que tentasse, algo que é surpreendente demais pra isso... E então de súbito, para multiplicar ainda mais sua surpresa, o homem abraçou a menina...


...E foi como se o tempo ao redor deles parasse... por um segundo ou por milhões deles... e a realidade se dividiu em milhares de pequenos rasgos.... onde as luzes e as sombras se misturavam, vibrantes e desconexos... E mesmo os lados se contradiziam, as direções se curvavam umas perante as outras... e sons tinham perfumes, que tinham formas, que tinham gostos, que tinham cores, que tinham tudo...



...E assim, rápido como teve início, logo tudo parou... o homem a havia soltado, e em plena confusão do que tinha ocorrido, levou alguns segundos para perceber que algo realmente havia acontecido... E o acontecido a fez entrar em choque...

-"Mas como é que... não, não pode ser..." dizia ela, a beira das lágrimas... "isto não pode ser verdade..."


...E o que tinha nas mãos agora era meramente um pedaço de papel...


...


-"O que foi que voce FEZ?"



-Fim da terceira parte-

bjos me liguem... cuidem-se.... *eu não me cuidei e tá ai ó, 2 ponto na perna...* hehehehe

6 de mai. de 2009

Just little miracles... [2]

Iai gente... nada de novo no front, por hora, então vamos continuar de onde parei... uheuhehueuhe xDDD

Dica de acompanhamento: "Memories - Within Temptation"


...
-Com licença... [disse uma voz, que parecia que há muito não dizia nada...]

A menina se virou, seus amigos pararam e se viraram também, e o rosto da menina se tornou indecifravel... Um pouco de surpresa, espanto e medo se misturaram naquela hora, e a reação mais óbvia que pode pensar foi dar 2 passos receosos pra tras. O homem, sabendo que isso poderia acontecer, apressou-se em levantar as mãos a uma altura razoável e manter os braços abertos, levemente abaixado, como se sua posição pudesse dizer que não queria fazer mal... E talvez tenha sido bem sucedido, pois a menina e seus demais amigos - confusos e recuados também, mas nem tanto quanto ela - não recuaram mais; ao invés disso, todos levaram os olhos para o que um Homem sujo, despenteado e que aparentemente sem razão alguma, buscava lentamente num dos bolsos do casaco... E por algum tempo ninguém entendeu nada...

E então o homem retirou um papel dobrado, sujo, e o estendeu, devagar e com ambas as mãos, nas quais agora puderam ver, haviam luvas sem dedos, e dedos sujos e maltratados...
E ainda em "posição de amizade", estendeu o papel para a menina, que só entendeu o que era aquilo quando pegou o papel, olhou para o homem, e percebeu que por trás daqueles cabelos despenteados e sujos estavam olhos sinceros e tristes a olhar pra ela...

A menina abriu o papel, e lá estava o seu desenho, lá estava sua lembrança, esquecida já havia dois anos, em um papel desgastado e sujo pela ação do tempo... e no entanto, o desenho em si parecia estar intacto e exatamente igual ao que fizera a muitos e muitos meses atras. Era como se o desenho não tivesse sofrido nada, embora o papel estivesse desgastado, manchado e rasgado ao seu redor.

E no mesmo instante 4 coisas diferentes ocorreram. A menina lembrou do seu desenho e da ocasião que o perdeu assim que este tocou seus olhos; seus amigos ao redor não entenderam nada e demostraram uma mistura de curiosidade e julgamentos de loucura contra o homem; Este por sua vez abriu um leve sorriso, fez uma leve mesura para a garota e se retirou vagarosamente, de volta ao seu canto; e a praça ao redor continuava seu movimento caótico, que afinal, sempre foi assim, como se nada estivesse acontecendo...



...4 coisas...


É realmente estranho como certas coisas passam muito desapercebidas... E mesmo estando lá o tempo todo, só posso dizer que a menina pensou exatamente 4 coisas diferentes naquela hora... e em meio a confusão na sua cabeça, tomou uma decisão diferente... pela segunda vez na vida dela, recuou diante da opção de tentar entender... naquele momento ela pensou:

"É realmente estranho... mas não vou me preocupar agora com isso, meus amigos não iriam entender, é melhor não complicar muito e deixar como está.. outra hora eu penso nisso..."

E após trocar um olhar breve com o homem pela segunda vez, resolveu ir embora com seus amigos...


Mas as dúvidas permaneceram na cabeça da menina, mesmo dias após o ocorrido. Por que aquele homem guardou o desenho dela por tanto tempo? Como ele a reconheceu? Por que ao entregar o desenho não disse mais nada a ela? E o mais importante, como aquele desenho esteve intacto por tanto tempo? Eram dúvidas grandes demais pra poder simplesmente deixar de lado...

E foi assim que ela resolveu tomar coragem, e procurar respostas com aquele homem, que sem motivo aparente nem razão nenhuma a fez voltar naquele dia, naquela praça, onde ela derrubou um desenho, onde ela recuperou um desenho, e que agora simbolizava uma enorme interrogação na vida dela....



E assim veio o dia, em que ela, sem saber,daria as costas ao homem pela terceira vez...




-Fim da segunda parte-

t+ o/