30 de nov. de 2007

Just a Tale 2

bom, enfim final de semestre, e tchau pros trabalhos e provas... felizmente aprovado em tudo ^^/ uhuhuhhuhuh
bom, eu disse q terminaria nesse post, mas devido a uns acrescimos na historinha, acho q vou me extender por mais um na verdade XDDD bom, vamos ao que interessa...

Sugestao do dia: Comic Party - Katachi no nai machi wo mezashite

Continuando de onde parei...



-Senhor, as pessoas dizem q o senhor eh louco - disse o menino, com receio, ao velho - ...pq o senhor vem pra ca todo o dia... e o senhor nao fala com ninguem...

O velho nao respondeu.

-Senhor, meu pai uma vez me contou que o senhor ficou doido por causa que perdeu sua casinha num incêndio...

Novamente nao houve resposta. O garoto insistiu.

-Dizem tambem que o senhor desistiu da vida por que ela nao foi boa pro senhor, que ela levou pessoas que o senhor gostava embora... que elas estao...

-Vivas.... -disse o velho, por fim, pegando de surpresa as crianças.

-Mas, mas... eh que... bom...

O garoto tentava nao demonstrar ter se assustado, em vao, pois tremia. O velho, percebendo isso, levou a mao calmamente ateh o joelho do garoto, tentando acalma-lo.

-Nao precisa ter medo, menino...-disse o velho, baixando os olhos e olhando ternamente para as crianças agora- ...eu sei o que as pessoas acham de mim, que eu desisti de viver, que enlouqueci, que nao tenho mais forças pra viver... isso nao eh verdade... nao eh por que nao falo com ninguem, ou que nao aja normalmente que tenha perdido por isso o juizo... eu perdi coisas importantes pra mim, sim, mas apenas em parte... há ainda algo muito forte comigo que nao me permite desistir, nao me permite cair em desespero, apesar de ter consciencia que as pessoas acreditam q eu nao tenha sequer vestigios der ter tido um dia...

Nesse momento o velho procura por algo em suas vestes, e delas retira um frasco envolto num saco, arranhado numa borda aparente, e uma caixinha de madeira velha e suja rachada num canto, e poe delicadamente na frente das crianças.

-Que coisas sao essas, tio? -disse a menina, finalmente levada a trocar o medo pela curiosidade-

-Isso, em verdade, sao minhas memórias.

-Como eh que é?-pergunta a menina- isso ai sao suas memorias? estas coisas velhas e imundas?

-Nao se prenda ao material, criança. Ainda eh jovem pra entender o significado destas coisas, mas eu estou disposto a tentar explicar, se me ouvirem com atençao, contanto que nao contem pra ninguem mais o q vao ouvir aqui.

Silencio.

-Pois bem... devem ter ouvido estas historias a meu respeito, que sou louco, que perdi coisas importantes bem como pessoas importantes... muitos dizem isso, e pensam que nao percebo. Pensam tambem que sou alguem amargurado com a vida, e que minha vida se resume a vagar sem motivo e sem razao por ai, e no entanto nao eh assim que acontece. Enquanto muitos acham que eu nao tenho nada, em contrario, tenho tudo o que preciso...

-Como assim, senhor? o senhor nao tem casa, nao tem roupas, e ninguem lhe respeita mais.

-De fato, isso ocorre, mas por outro lado voces vieram ateh aqui, o que comprova o erro dessa afirmaçao. Diga-me, a quem se refere quando diz "ninguem"?

-A, bom, o senhor sabe, ninguem fala com o senhor, nenhuma das pessoas por la..

-Nenhum dos ADULTOS, vc se refere?

-...É, mais ou menos... -disse o garoto, apos entender a confusao que se passava na sua cabeça.

-E, mesmo assim, sabendo que todos me evitam, voces vieram aqui falar comigo. E eu sei que nao eh mera curiosidade. Já os vi passeando aqui por varias vezes. As pessoas acham q eu nao teria nada pra falar com elas, mas tampouco elas tem a me dizer, e caso fosse, nao seria algo que gostaria de ouvir. Possivelmente falariam do estilo e do modo como passo meus dias, e tentariam me mudar para que aos olhos deles e da sociedade eu parecesse menos inaceitavel... Já voces dois ainda carregam com voces a pureza e o calor da dúvida. voces ainda tem o dom de perguntar antes de realizar julgamentos. São crianças, sim, mas nesse ponto tem mais a oferecer que qualquer outra pessoa, assim como a vontade de buscar respostas, caso contrário nao teriam encarado o medo e ter vindo falar comigo, pois eu sei que a maioria das pessoas ou me repudia ou tem medo de mim...

As crianças ouviam atentamente, percebendo uma sensibilidade e uma inteligência incomum nas palavras do velho, agora parecendo a eles ter sido seriamente injustiçado por ser tachado de louco.

-Mas Senhor, -a menina se manifsetou desta vez-, o que isso tem a ver com estas coisas aqui?

-É exatamente por isso que coloquei estas coisas aqui. Não se ofendam, mas eu nao estaria falando com voces se nao fosse bom para mim também. Voces querem respostas, e em troca, posso lhes dar minhas palavras, que podem nao significar nada pra mais ninguem, e talvez nem pra voces, mas voces vão decidir isso. Eu posso lhes mostrar coisas que talvez só voces possam entender, mas a decisão cabe a voces, se querem mesmo ouvir um velho ou nao...

As crianças esboçavam sorrisos. Aquele homem a sua frente, que no momento poderia aparentar tudo, menos louco, parecia ter coisas importantes a dizer. E elas, quietas, esperavam por suas palavras agora, aparentemente ávidas pelo que estavam prestes a ouvir...


até a proxima, pessoas que por aqui passarem ^^
:***

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